quarta-feira, 16 de abril de 2008

Bar


Aclamada, desejada, invejada,
amada e amante, ontem!
Amargurada, debruça-se no balcão, sem se importar com os olhares.
Diz por entre os dentes, palavras sem nexo.
Sem embaraço ela pede:
- Mais uma, por favor!
Em seguida entorna o copo,
pra surpresa de alguns mais conservadores.
Custa se lembrar da ultima refeição.
Onde está o amor?
É de se estranhar!
- Tem fogo? - Pergunta a um vizinho de assento.
Intimado, ele acende então o cigarro preso em seus lábios sem dizer uma palavra.
O baton mancha o filtro de vermelho
Hoje sozinha, com seus sapatos de camurça
observa o relógio na parede
Levanta-se depois de alguns minutos sem dizer nada.
Ao tentar tirar o trocado de dentro dos bolsos
as moedas se espalham pelo chão
Sem se importar, tenta contar oque esta sobre a mesa,
sem sucesso.
Minutos depois ela some pela porta do bar.
O balconista olha para o homem que acendera o cigarro à mulher e diz:
- É cada uma que me aparece...

2 comentários:

dj disse...

Muito Bom

E Melancolico

Rafael disse...

obrigado DJ :D

volte sempre

metrópole

metrópole
Estava chovendo lá fora

Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento