domingo, 5 de fevereiro de 2012


Só hoje eu descobri que Regina Duarte, a "namoradinha do Brasil," é de Franca
Ela disse o seguinte na TV:
" Ninguém se preocupa com primogênito, mas todos esperam tudo dele."

E essa onda de calor que não passa...
O ideal agora seria estar descalço sobre um morro gramado ouvindo "Hatful Of Love - the Kooks"

Estou cansado.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Saudade de alguém que não conheci


Saudade daquilo que não vivi
De apreciar o vento soprar seus cabelos ao sol
Apenas sinto falta
Do que nunca senti, do que nunca provei.

(Foto de Sofia, filme Vanilla Sky)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Resumo


Ele se arrependera de tudo que dissera outrora.
No momento, tudo que almejava era acolher a fera arisca que se encontrara no canto, armada até os dentes.
O pranto não viera por completo temendo assustá-la.
Sem demonstrar apego, acuada, se esquivou dos beijos e fugiu.
Assustado, enxugou as lágrimas recém derramadas, com as pontas dos dedos.
Suspirou profundamente, e implorou à silhueta no fim do horizonte que voltasse.
Como esperado, ela não atendeu e se foi.
E desse dia em diante, sua vida se resumira ao nada.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aqui jaz Nair

Luto em família, assim dizia o papel pregado na porta do salão.

- Giane, sabe o que está faltando nesta casa?
- O que Dona Nair?!
- Uma criança, as crianças gritam, brincam, dão risada, é disso que essa casa está precisando... de barulho.

Dito isso, o silencio voltou a reinar.
Giane sabia que não podia ter filhos por mais que quisesse.
Então trouxe Babí, a cadelinha poodle.

O diálogo eu criei, mas talvez tenha realmente acontecido
já que a cadelinha era pra ela no final algo tão especial como uma criança.

"Aqui jaz Nair
Mãe e avó amada
sua alma generosa só soube fazer o bem enquanto viveu"
Eu li esses dizeres em uma lápide na ultima vez em que estive no cemitério, sem o nome Nair, claro.
Mas eu acho que não há descrição melhor pra ela
A mulher que por 28 anos cortou o meu cabelo
Ela era uma boa alma, talvez uma das mulheres mais bondosas que eu já tenha conhecido.

Só queria registrar isso, pois de forma alguma poderia passar em branco
Algo que eu me lembrarei e que não gostaria que fosse somente pra mim
Assim passa a ser uma lembrança compartilhada.
A Senhora baixinha, de voz mansa, de bochechas rosadas e cabelos finos pro tom de dourado.
O vazio leva à saudade.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Em memória de todos os animais de rua


À tarde meu irmão me alertou sobre um cãozinho que adentrara nosso quintal e se escondera atrás do tanque
Eu que havia apenas passado em casa durante o horário de trabalho, simplesmente ignorei. Talvez pela pressa ou por tratar-se de um mero cachorro.
As vezes também é mais fácil fingir que não é com você do que ter que encarar algo tão triste, talvez esse seja o real motivo de eu não ter dado a devida importância ao caso de início.
Porém, ao chegar em casa me deparei com a triste realidade me esperando pra me dar um tapa na cara.
Recentemente todo o Brasil se comoveu com o cachorro que foi espancado pela enfermeira até a morte, e com o cãozinho enterrado vivo pelo dono.
Esse caso de hoje não é diferente e nem será o ultimo.
Eu fico furioso quando ouço falar de maus tratos de animais
mas quando você se depara frente a frente com algo do tipo, o sentimento vai muito além do que você possa imaginar.
Uma mistura de raiva com tristeza que chega a embrulhar o estômago.
Eu só tenho a lamentar por cada ato de crueldade que o ser humano é capaz de cometer.
Provavelmente ele não comia à semanas.
Bebeu o leite e deitou-se novamente, seu estado de subnutrição era de dar pena.
Não havia gordura alguma naquele corpo franzino.
Um cachorrinho ainda filhote, que teria tudo pra ser o melhor amigo do homem, lá... caído no chão, sem movimento.
Não havia mais nada a ser feito senão esperar.
Então, eu e meu irmão o envolvemos em um tecido bem quentinho e o colocamos sobre um papelão dentro de casa.
A cada toque ou afago o pobre gemia como se um a um seus órgãos fossem entrando em falência.
Ao chamá-lo para que esboçasse um resquício de vida, ele não respondia.
Eu podia notar que ainda havia um brilho naquele olhar como se ele quisesse agradecer, porém, diferente de qualquer outro cão saudável que ao escutar o chamado viria em nossa direção pulando e abanando o rabo, esse não se movia.
E com tempo a temperatura do seu corpo foi caindo e caindo
podia-se ver que o pobre ainda respirava, porém, com muita dificuldade
Eu o coloquei enfim dentro de uma caixinha esperando já pelo pior
No dia seguinte ao voltar do trabalho, a notícia:
"Ele se foi"- disse minha mãe.
Mas momentos antes de ir trabalhar naquele dia, eu me aproximei e pedi desculpas baixinho por todo o mal que o fizeram
por cada pessoa ruim que deixa sua criação passar fome
por cada pessoa que maltrata de maneira inimaginável um ser tão frágil.

Em memória de todos os animais de rua

Desenho de Geraldo Roberto da Silva / esboço de um cachorro de rua feito dia 23/12/2010

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A garota mais cara


Flora diz: Tô de férias e desempregada!

Rafael diz: Oque rolou Flora? vc xingou o patrão?

Flora diz: Sou cara demais, isso que rolou.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

metrópole

metrópole
Estava chovendo lá fora

Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento