quinta-feira, 19 de agosto de 2010

 Essa noite, depois chegar em casa após de um longo e cansativo dia de trabalho, me coloquei a olhar a lua exatamente como fazia quando tinha meus seis anos de idade.
Estático, eu a observei por pelo menos dez minutos, incrível como o tempo é relativo dependendo da idade da gente, com 6 eu ficava horas só a olhar a lua e as estrelas e poderia ficar bem mais se minha mãe não me chamasse pra entrar, agora com 27, dez minutos me custa um dolorido torcicolo.
O tempo passa depressa demais, e isso me fez lembrar um texto que vi essa semana na Internet:

Vida, segundo Charles Chaplin.

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
(Sir Charles Spencer Chaplin Jr)

5 comentários:

Daniel Savio disse...

Relamente depende dos nossos parametros, pois as vezes o tempo gasto em algo não quer dizer uma melhor qualidade em algo...

Fique com Deus, menino Rafael.
Um abraço.

T@tah disse...

Gostei muito do seu blog!!
Vesgueex ;)

T@tah disse...

Tem um talento enorme! Bj!

Igor disse...

"Tempo, tempo, tempo... és um senhor tão bonito..."

Esse irremediável (o tempo) é o que nos dá a sensação de humanidade nessa vida. Por isso ele se apresenta como uma incógnita a cada momento da vida, a cada fase da nossa existência tão pequena e maravilhosa!

TENÓRIO disse...

Ola Rafael coonheci seu blog através do blog da Anderson Emídio, e gostei muito, muito inusitada essa sua reflexão sobre o tempo, esse mistério que se torna tão simples, o Tempo, o Senhor de tudo afinal nem tudo resiste a ele, muito legal a citação do texto de Charlie Chapli, me fez lembrar do filme, "O Curiosos Caso de Benjim Button"

Parabéns pelo blog!!!

metrópole

metrópole
Estava chovendo lá fora

Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento