sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sepultada


Eu a joguei para o futuro
a joguei com a esperança de encontrá-la um dia
contando com a possibilidade que ela também me espere.
Meu sossego vital, esfacelado pela tênue lembrança esmagadora de sua voz.
Seus longos cabelos, dispersos na altura do ombro
Sem contar na canção
Sua canção favorita que me leva de volta
a um tempo em que éramos felizes.
Isso edifica-me aos poucos
tirando-me do vão que fui lançado após a despedida.
Enfim, prometo a você
Flores não faltarão em seu jazigo
E assim ficará por anos,
até que chegue o dia em que desenterrarei seu cadáver
e lhe darei a vida novamente.

5 comentários:

Thiago dos Reis disse...

Lindo, vou publicar em meu blogue, ok?

Na seção de pensamentos...

Rafael disse...

ok

Luma disse...

Rafael, sabe que tem outro blogueiro com o mesmo nome seu?? Eu me confundi e cheguei aqui por conta deste acaso e gostei!!

Fernandes disse...

Pode ser que não valha a pena ressuscita-la, não sei se foi de propósito, mas a escada está mesmo bem ali na imagem, é exactamente como eu penso, a vida é uma escada, ou descemos ou subimos, mas terá fim, parar no meio da escada não aumentara o tempo que devemos viver... e acordar os que estão dormindo nem sempre é conseguir boa companhia.

Lindo escrito! Lindo!!!

~°Aquela que reclama°~ disse...

*aplausos*

é...temos o dom XD
sudades de você...

bjo bjo

metrópole

metrópole
Estava chovendo lá fora

Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento