
Meia noite e onze
O começo da madrugada
Sem sono, olho pela janela do quarto e lá os vejo.
Veículos grandes aquecendo seus motores em meio a névoa, prestes a partirem com hora marcada.
O frio e a neblina pintam o céu da noite com um laranja escuro.
A brisa me trás o aroma do inicio da primavera, da roupa amarrotada e da cara de sono.
Hoje há algo de São Paulo.
Sim, a capital se instalou em meus pensamentos.
O aglomerado de gente, a noite viva em um arranha céu
Ah, como a noite é bela.
Enfim partiram, levando os afortunados que apreciarão ou não a madrugada em movimento.
Eu continuo aqui, agora sem o ronco dos motores,
no entanto, com a coragem que me resta de uma juventude passageira.
Liberdade a todos que a querem.
Pete Doherty sairá pra fumar cigarros.