
Com imenso pesar, adentrou o veículo misturando-se aos demais fardados.
O vento gelado
retorcia-lhe a face
Seguiu caminho, deixando pra trás sua
mãe
que aos prantos, acenava diante do casebre em ruínas
Deixou também sua Marta, que debruçada na janela se recusou a dar adeus
culpando-se das inúmeras vezes que
discutira com ele por razões frívolas.
Arrasada, teve seu coração arrancado após a partida repentina do amado.
Oito meses seguidos de telegramas se passaram
linhas repletas de dor preenchiam aquelas cartas e aquela casa de angustia
Estavam lá as duas lendo seus escritos
enquanto ele servia a pátria amada e idolatrada.
Em combate, sempre lembrava aos demais a saudade de um passado não tão distante.
Dias depois o mesmo veículo que o levara apontou entre os eucaliptos
Descalça, Marta correu ao encontro do furgão
Enquanto a mãe desolada, observava tudo a distancia, sustentada à porta
E em uma questão de segundos, se
pôs a cair de
joelhos diante da face pálida de Marta
Pela
expressão da jovem fez
menção do que estaria por vir
Segundo o oficial, ele se foi em combate defendendo a Nação.
Uma semana após, ambas foram surpreendidas pelo ultimo telegrama
que diferente dos demais estava repleto de entusiasmo e esperança
Ele exaltava sua volta pra casa
e num lapso de ansiedade acompanhado de tristeza diante das recordações, as duas sorriram
E por fim, voltaram a chorar pelo valente soldado.