terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Em memória de um amigo



 11 dias...
 Esse foi o tempo que passou depois do seu ultimo recado no meu scrapbook
 É sem duvida alguma, o fato mais triste e mais importante desse ano
 No primeiro dia de Janeiro ele se foi em um acidente na auto estrada
 Lendo um livro essa noite, algo me chamou a atenção
 O autor escreveu o seguinte:

"Quando uma casa desmorona por velhice mais abandono, parece que alguma coisa da essência das pessoas que viveram nela e foram felizes - pelo menos por algum tempo ou alternadamente, já que ninguém é feliz pra sempre - fica pairando sobre os escombros e sobre utensílios abandonados pela última família que morou nela."
 A casa dele não desmoronou, claro.Continua lá, de pé.
 E agora não há ninguém morando nela, mas algo dele ainda paira no ar, algo como uma lembrança viva.
 É estranho como a gente se sente em relação a alguém querido que se foi
 Essa sensação de que você poderia ter feito mais, esse vazio que dói
 Eu tenho pensado nele todas as noites quando volto pra casa, e se tivesse que demonstrar o quanto ele faz falta, faria isso com um abraço.


Em memória de Alexandre Tanaka

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dezembro!


O texto a seguir foi escrito por Thiago dos Reis, um amigo de longa data.
01.12.2010
E dezembro chegou.
O mês que chega para levar o ano embora. Aquele mês forte, que diz “vamos lá rapaziada, fim de festa! o ano vai acabar!”.
334 dias acumulados e em apenas 31 ele leva tudo.
Os prende num compartimento chamado memória e tranca com chave e cadeado.
Mas ele não é de todo ruim, ele traz o verão, a estação do calor, da perdição e do amor.
E quando tudo parece que está resolvido, que tudo acabou, vem Janeiro.
Ah, Janeiro.. mês esperto… Ele desaprisiona os meses e começa tudo de novo.
E pra enganar dezembro, ele muda o ano. E ganha 11 meses até que o carrasco chegue novamente.
Quem decidiu dividir o tempo em ciclos de dias, semanas, meses e anos foi um gênio.
De alguma forma, a cada ciclo, a esperança de que as coisas boas fiquem e as más vão embora se renova.
E o planeta gira…
Thiago dos Reis gosta mesmo é de fevereiro…

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Visita ao lar


 Ha alguns dias atrás eu visitei o asilo.
 Aliás... eu tenho visitado o asilo com frequência ultimamente.
 Em uma dessas visitas, ao adentrar o local, observei alguns idosos tomando seu banho de sol, outros jogando bilhar e uma em especial, sentada em uma cadeira mais afastada dos demais me acompanhou com o olhar.
 No inicio achei que fosse apenas curiosidade, mas passo a passo eu pude notar que ela queria me dizer algo, então comecei a encará-la assim como fazia comigo
 Ao me aproximar, a pobre esboçou um breve sorriso e perguntou se eu estava la pra levá-la embora
 Foi desolador ver tamanha tristeza nos olhos daquela senhora de pele fina como papel.
 Ao dar-lhe a resposta negativa, seus olhos se encheram d'água, e eu só pude afagar-lhe o ombro para consolá-la.
 Eu a vi nos outros dias, e o que eu pude perceber em seu olhar foi o vazio triste e um resquício de esperança.
 Nos dias seguintes, me deparei com um senhor rolando na grama como uma criança
 O que lhe arremetera a setenta anos atrás talvez tenha sido o fato de se sentir só.
 Ele se perdera no tempo, como a maioria dos que lá estão.
 Rolava na grama de um lado a outro enquanto eu me aproximava dele, ao perceber minha presença, perguntou-me em que dia estávamos
 Eu então lhe respondi que era quinta feira.
 Ele me deu uma olhada, sorriu, tragou seu fumo e voltou a ser feliz, rolando e rolando.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

My blueberry night


- Como se diz adeus a alguém sem o qual não consegue viver?... eu não disse adeus, não falei nada.

(Trecho do filme "My blueberry night")

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bons momentos deixam saudade


 Existem épocas em nossas vidas que vivemos incríveis descobertas
 Por inúmeras vezes quando estamos passando por elas não nos damos conta da real importância
 Momentos que ficam eternizados em nossa memória por toda uma vida.
 A pescaria com o pai em um final de tarde.
 A rapa do tacho de doce da vovó.
 A gota que escorre do lado externo do vidro do veículo em um dia frio e nostálgico.
 As vezes tudo que precisamos é prestar atenção nos pequenos detalhes a nossa volta,
para que esses momentos não sejam apenas lembrados num futuro, para que possamos aproveitar cada segundo e sorrir lembrando de ser feliz ao lado de quem amamos.
 Um mero movimento de cabeça pode te trazer a liberdade se o que almeja está la fora e corre pra desaguar no mar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Poucas lembranças


 Ao deitar-se na cama, notou que algumas lembranças estavam ficando distantes
 Tentou em vão se lembrar dos grandes momentos e das pessoas que no retrato estavam
 Já não se recordava com clareza da face de sua antiga amada, que já não era tão amada assim.
 Os dias voaram como nunca e nem assim percebera o quanto perdeu.
 Ao olhar pro teto foi pego de surpresa, deparando-se com a pouca memória que lhe restara.
 Entre as recordações, havia um sorriso que custava se lembrar, e aos poucos ia perdendo seu brilho.
 Ele não se importara com o vão que ficara em sua memória, mas algo dizia que aquele sorriso era importante e que não devia esquecê-lo.
 Mais uma vez a grama havia se tornado verde nos pastos
 As flores cobriam as encostas em torno do lago
 E o sorriso, que no retrato da parede ficara eternizado, deixou de ser sorriso.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

SMS 18:00, DE RAFAEL PARA ROBERTA


 Olhe como o céu está prateado... a chuva se esvai como nossas mágoas ao perdoar alguém querido.

metrópole

metrópole
Estava chovendo lá fora

Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento