quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Salvando rascunhos (parte 3)
A verdade é que a felicidade, segundo o Budismo, é uma conquista diária. É a percepção da atual situação, de acordo com a coisa em si. Explico: se seu problema é real, existe e não tem como negar é aconselhável que você pense nele de forma multiangular, buscando soluções ou adequações para tal situação. Mas agora se a coisa ainda não aconteceu, são suspeitas e vai ser preciso esperar o resultado. Tenha calma, prepare uma dose de Jack Daniel’s com Coca-Cola e gelo, ligue para aquele amigo vadio e saia para viver o presente, nas paqueras da vida. ( Jaime Neto )
Trecho de filme
Passei tanto tempo
com o dedo no gatilho
Me parece que teria atirado
sem vacilo
Mas é tão difícil quando
não se suporta o barulho
Juntei suas coisas
Limpei as manchas
Tive cuidado, pois já fomos amigos
Mas é difícil quando se está
queimando num inferno
E já é difícil o bastante
estar apaixonado
E é difícil, como é difícil
Amar o que se matou.
On The Road
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Na Estrada
Deixei Nova York em 1949
Pra cruzar o País
Sem um centavo no bolso
Montana no outono frio
Achei meu pai numa sala de apostas
Pai, pai, onde você esteve?
Estou sozinho no mundo desde os dez anos
Querido filho, ele disse:
Não se preocupe comigo
Estou prestes a morrer de pleurite
Cruzo o Mississípi
Cruzo o Tennessee
Cruzo o Niágara
Não terei um lar até o fim
lar em Ol´medora
Lar em Ol´trockee
Apalachicola
Não terei um lar até o fim
Para melhor ou pior
Na melhor ou na pior
Como ser casado
Com uma mulher pequenina
Deus me amou exatamente
Como eu o amei
Quer que você faça o mesmo por ele
Bem, os vermes consomem tudo
Mas não se preocupe, siga o vento
Mas não se preocupe, siga o vento
Mas não se preocupe, siga o vento
Então, deixei Montana
Num velho trem de carga
A noite em que meu pai morreu
Na chuva fria
Subi até Opelousas
Fui até Maunded Knee
Fui até Ogallala
Não terei um lar até o fim.
Pra cruzar o País
Sem um centavo no bolso
Montana no outono frio
Achei meu pai numa sala de apostas
Pai, pai, onde você esteve?
Estou sozinho no mundo desde os dez anos
Querido filho, ele disse:
Não se preocupe comigo
Estou prestes a morrer de pleurite
Cruzo o Mississípi
Cruzo o Tennessee
Cruzo o Niágara
Não terei um lar até o fim
lar em Ol´medora
Lar em Ol´trockee
Apalachicola
Não terei um lar até o fim
Para melhor ou pior
Na melhor ou na pior
Como ser casado
Com uma mulher pequenina
Deus me amou exatamente
Como eu o amei
Quer que você faça o mesmo por ele
Bem, os vermes consomem tudo
Mas não se preocupe, siga o vento
Mas não se preocupe, siga o vento
Mas não se preocupe, siga o vento
Então, deixei Montana
Num velho trem de carga
A noite em que meu pai morreu
Na chuva fria
Subi até Opelousas
Fui até Maunded Knee
Fui até Ogallala
Não terei um lar até o fim.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Salvando rascunhos (parte 2)
Hoje ao chegar em casa pensei em como minha mãe seria uma poesia.
Talvez uma daquelas tempestuosas e marcantes.
Sentado, escrevendo em meu quarto, escuto o som que vem do bar às 20:40hrs
Ela conversa com um garotinho que passara pelo estabelecimento...
Penso comigo: "Que mulher bondosa."
Não entendo o que o menino diz, mas ouço aquela voz agraciada de criança, e ela por sua vez o chama de menininho.
Penso então em tudo que ela significa pra mim desde que meu pai se foi com seus 43 anos de idade, deixando mulher e filhos.
Eu com doze e meu irmão com oito anos, e minha pobre mãe com dívidas.
Desde então ela toca o barzinho sozinha, e já se foram dezenove anos atrás de um balcão.
Agora eu e meu irmão estamos investindo no comercio pra que se pareça com um daqueles bares de cidade grande, com dezenas de cervejas importadas, música ao vivo e um local agradável pra se aproveitar o happy hour, o nome já é um começo, TIO PATINHAS, Foi dado por meu pai.
Eu dou risada, pois ela gosta do que faz, ela é o meu oposto em quase tudo, mas tem coisas que herdamos que é genético, não adianta tentarmos corrigir, a gente acaba fazendo sem perceber.
As vezes ouço de casa seus gritos de euforia ao ganhar no bilhar, ou então quando ganha no jogo do bicho.
Sua brutalidade involuntária de negação quando contrariada.
Coisas que às vezes eu condeno, mesmo sabendo que um dia eu darei tudo pra ouvir novamente.
Que bom que é ter a mãe viva por perto, mesmo quando ela pega no nosso pé, repete as coisas.
Mesmo quando a gente pensa que a errada na história é ela.
Talvez não seja.
Eu não mostrarei isso a ela, mas ela sabe.
____________________
Diálogo:
Eu reclamando de uma unha encravada e mamãe pedindo pra eu ir na manicure:
Mamãe:
-Vai na manicure.
Eu:
- Pedicure
Mamãe:
- Vai na Cacilda que é sua amiga.
Meu irmão:
- Como ela chama, a manicure?
Eu:
- Cacilda.
Meu irmão:
- Com um nome desses só podia ser o destino dela.
eu ri
__________________
Diálogo:
Coloco uma calça suja sobre a cadeira pra ir trabalhar no dia seguinte. Mamãe grita da sala:
- "OPAAA, TEM CALÇA LIMPA."
Eu:
- Não achei!
Ela:
- Tem sim, tem que ser limpa pra trabalhar na farmácia.
Eu:
- Mas ta velha.
Ela:
- E velha mas é limpa.
Eu:
- Como você?
Todo mundo riu.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Que vontade eu tive de abraçá-lo
Hoje encontrei uma caixa de papelão com uma tampa escrita: "Cd´s de música."
Abri e encontrei em meio à vários cd´s um que a muito tempo não ouvia.
Quando começou a tocar, relembrei da época em que fazia histórias em quadrinho.
Era tudo tão caseiro, mas eu me orgulhava em tê-las.
Fui então em busca delas, e quando folheei aquelas páginas amareladas pelo tempo, me vi deitado no chão da sala de barriga pra baixo, desenhando o dia todo.
Tantos personagens, tantos temas, finais trágicos e poucos finais felizes.
Eu sempre preferi finais tristes nas minhas histórias.
Me bateu uma saudade.
Saudade de uma época em que eu pensava que seria um grande dramaturgo e escritor.
Por um instante fiquei com uma pena daquela garoto que não pensava em mais nada, senão, criar história e desenhar por horas.
Que vontade eu tive de abraçá-lo.
domingo, 31 de agosto de 2014
Salvando rascunhos (parte 1)
Lorelai liga para o luke depois de uma briga entre eles e cai na secretaria eletrônica:
- Oi Luke, sou eu.
Sei que não devia ligar
mas não estou muito bem agora.
Estava pensando se...
Lembra, em "NOSSO AMOR DE ONTEM"...
quando a kate e o Hubbell brigaram...
porque os amigos dele ficaram fazendo piada e rindo...
e o presidente tinha morrido,
aí ela gritou com eles e ele ficou bravo?
Ele ia para Hollywood e...
Era uma coisa que ela odiava. E...
ele terminou o namoro com ela
e ela ficou muito arrasada. Aí ela ligou para ele e...
pediu a ele para vir à casa dela sentar-se ao lado dela porque...
ele era o melhor amigo que ela tinha e ela precisava do seu melhor amigo
Aí ele foi. E...
E eles conversaram a noite toda e foram para Hollywood, o que foi um desastre...
Mas a princípio foi bacana,com o barco e...
E deixar os livros de lado.
Já vi esse filme tantas vezes, então se não lembrar da cena dos livros não se sinta idiota.
Eu estava sentada aqui pensando nele porque eu...
(Pausa/começo do pranto)
Você pode vir até aqui?
Eu preciso muito vê-lo
conversar com você...
Por favor, venha até aqui .
Por favor, venha.
Gilmore Girls
- Oi Luke, sou eu.
Sei que não devia ligar
mas não estou muito bem agora.
Estava pensando se...
Lembra, em "NOSSO AMOR DE ONTEM"...
quando a kate e o Hubbell brigaram...
porque os amigos dele ficaram fazendo piada e rindo...
e o presidente tinha morrido,
aí ela gritou com eles e ele ficou bravo?
Ele ia para Hollywood e...
Era uma coisa que ela odiava. E...
ele terminou o namoro com ela
e ela ficou muito arrasada. Aí ela ligou para ele e...
pediu a ele para vir à casa dela sentar-se ao lado dela porque...
ele era o melhor amigo que ela tinha e ela precisava do seu melhor amigo
Aí ele foi. E...
E eles conversaram a noite toda e foram para Hollywood, o que foi um desastre...
Mas a princípio foi bacana,com o barco e...
E deixar os livros de lado.
Já vi esse filme tantas vezes, então se não lembrar da cena dos livros não se sinta idiota.
Eu estava sentada aqui pensando nele porque eu...
(Pausa/começo do pranto)
Você pode vir até aqui?
Eu preciso muito vê-lo
conversar com você...
Por favor, venha até aqui .
Por favor, venha.
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