terça-feira, 13 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Viagem

Eu sabia que essas férias iriam me render um texto
À véspera de ir pra São Paulo, "chuva".
Isso não é problema, acompanho o sincronismo das gotas que caem do telhado,
às vezes padronizadas, às vezes não.
Mas tudo se encaixa.
"Padrões", isso não é mais um problema na minha vida,
aprendi a controlar meu T.O.C.
Na viagem a mulher cheirava o pó compacto como se fosse um vício
O garotinho não parou de bater o pé no assoalho do ônibus durante duas horas
E na capital o movimento, a sirene das viaturas de polícia e a ambulância, tudo que faria uma cidadezinha parar.
A pressa, o congestionamento, a desigualdade e injustiça.
O céu alaranjado que cobre uma cidade que nunca dorme
E aqui estou eu de volta, com essa síndrome de cidade pequena pós cidade grande.
Logo isso passa e eu volto a tirar fotos de paisagens,
mas enquanto isso fico aqui no meu quarto.
Termino com um diálogo entre Clarice Lispector e José Castello numa época em que ela dizia não receber mais jornalistas:
J.C. "- Por que você escreve?"
C.L "- Vou lhe responder com outra pergunta: - Por que você bebe água?"
J.C. "- Por que bebo água? Porque tenho sede."
C.L. "- Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo pra me manter viva."
domingo, 13 de novembro de 2011
Sob duas rodas

Três anos, três meses e três dias.
Esse foi o tempo que um brasileiro levou para percorrer o mundo sob duas rodas,
passando por inúmeros países.
Ele fez até um melhor amigo, um australiano que conheceu na China.
Eu, como um bom sonhador, já fantasiei por diversas vezes como seria a minha volta pelo mundo.
Assistiria um por do sol inimaginável, como aquele que o brasileiro acompanhou entre as pirâmides do Egito.
E conheceria então a mãe dos meus filhos, acariciaria seus cabelos na altura da nuca e traria ela pra junto de mim.
Sim, eu fantasiei isso muitas vezes.
"Dedicado a um amigo de longa data, Carlos Viana."
Danilo Perrotti Machado postou dia 28 January 2011 - 08:24 PM:
E aí Galera! Obrigado pelas mensagens!
Estou agora em Seattle no USA voltando para casa de bike é claro (:
Abração para todos.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Algo para novembro

" E agora? E agora - agora só me resta acender um cigarro e ir pra casa.
Meus deus, só agora me lembrei que a gente morre. (HE,P104)"
Sim, a gente morre.
Essa é sem duvida a única certeza que nós temos
Acho que Clarice Lispector de algum modo temia a morte, caso contrário não teria inserido "Meus Deus" no início da frase, como se pedisse ajuda.
Que droga, não me comparem com um analista.
Não estou querendo ser prepotente enfocando a palavra analista, só quero deixar ressaltada na ocasião a palavra droga, que por ventura, não deixa de ser porcaria.
E não, não digo isso me referindo à droga literalmente, apenas à palavra em si.
Eu não sei ao certo se tenho medo da morte
Eu sei que a vida é isso aqui... (estalar de dedos) e depois... bem, depois? Não se sabe!
Talvez eu leia isso num futuro e diga: "Nossa, como eu era ingênuo..."
Não no sentido de ler isso após a morte, mas ainda em vida, porém com uma nova percepção
As pessoas mudam muito sua percepção de enxergar as coisas.
É isso aí.
A verdade é que eu apaguei tudo o que havia escrito durante semanas por que estava uma merda, mas precisava postar algo para novembro.
domingo, 9 de outubro de 2011
Sinto falta do que tínhamos

Semana passada eu li uma frase numa corrente que está sendo repassada no facebook que me chamou atenção:
" Case-se com quem realmente você goste de conversar, porque ao longo dos anos isso fará toda a diferença. "
Pois é... o tempo passa depressa e se não tomarmos cuidado pode ser tarde demais
Bom, mas vou logo onde eu quero chegar.
Hoje eu fiz meu café e me sentei na sala de TV pra assistir meu seriado como faço todos os domingos de manhã.
E lá estava Ruth, drogada após tomar uns comprimidos que ela achava ser aspirina
O texto a seguir foi retirado de six feet under, e é um diálogo entre Ruth e Nathaniel:
Ao caminhar por toda a floresta Ruth chega a um carro funerário, e debaixo do carro sai Nathaniel como se estivesse consertando algo:
- Certamente, demorou para chegar aqui
- Vai estragar a camisa
- Quem se importa?
- Vai dar em cima de mim agora? Dois caras não bastam? sua safada!
Ruth sorri :
- Puxa vida, acho que lhe devo desculpas.
- Por quê? Eu estou morto.
- É, mas eu namorava o Hiram antes de você...
- Eu já tinha partido, muito tempo antes de morrer.
- Você iria gostar do Hiram. Ele é gentil e me faz rir.
[...]
Ruth volta para o carro e prossegue:
- Puxa! Esse é o carro funerário que sempre encrencava, não é? Lembra-se depois daquele enterro do músico de Jazz em malibú? O carro quebrou e fizemos amor no banco de trás.
- Se esse carro falasse, não?
- Nathaniel, o que aconteceu com a gente? Éramos tão apaixonados.
- A vida nos transformou. Enterrei centenas de pessoas e assistimos o nosso envelhecimento.
- Mas não estamos velhos.
- Bem, tecnicamente falando... Não vou envelhecer mais do que isso.
- Éramos tão criança quando nos conhecemos. E aí vimos aquelas crianças desaparecerem.
Nathaniel levanta o capô do carro para olhar o motor, e observando tudo coberto por plantas ele continua:
- Droga! Encrencou de novo, não vai para frente nem para trás
- Bem, isso não está ajudando - Diz Ruth retirando as plantas que cobriam uma lapide com os Dizeres:
"Ruth O'connor 17 de novembro de 1946"
Ela inicia um pranto e Nathaniel diz:
- Nada de lágrimas
- Sinto falta do que tínhamos
- Então encontre de novo
E eles se beijam
É sem duvida um trecho belíssimo que traduz tudo que se baseia um relacionamento entre duas pessoas que vivem juntas por bastante tempo
A paixão tende a esfriar, e como diz a corrente:
"As conversas farão diferença no final."
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Descafeinado
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Estava chovendo lá fora
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