Hoje, infelizmente pude constatar por duas vezes que está cada vez mais difícil encontrar por aí a compaixão pelo próximo
Estava eu na Quilométrica fila do Banco a quase vinte minutos, quando ao meu lado surge uma pobre velhinha que aparentava seus oitenta e tantos anos de experiencia.
Na ocasião eu já era o segundo da fila, prestes a ser atendido, esperei que o homem na minha frente cedesse o lugar à senhora, que meio perdida olhava pro caixa e pra fila.
Mas o rapaz nem se importou, sendo assim, cheguei até ela e disse que não precisava esperar e a coloquei na minha frente.
Atrás de mim começou um burburinho de pessoas que não concordaram com a minha atitude, é claro que eu não estava nem aí, por que havia feito a coisa certa!
A velhinha aposentada não demorou nem cinco minutos, sacou seu dinheiro e se foi.
Depois, lá pelas três da tarde quando eu estava indo almoçar, eis que surge na minha frente um pobre senhor caído no meio da rua, eu imediatamente parei minha moto e fui em sua direção, apanhei sua bengala e o velho me estendeu a mão pedindo ajuda, notei que haviam dezenas de pessoas na praça e num bar ao lado, ninguém "ABSOLUTAMENTE NINGUÉM FOI AJUDÁ-LO"
Eu o ergui do chão e insisti em levá-lo até a farmácia que trabalho para cuidar dos ferimentos, mas ele me agradeceu muito, dizendo que não precisava, que morava bem próximo dali.
Eu fui embora me questionando por que as pessoas estão tão frias, isso não deveria acontecer, ESTOU NUMA CIDADEZINHA DE 15 MIL HABITANTES, as pessoas tem a obrigação de serem acolhedoras, onde está o amor pelo próximo? onde é que está a compaixão?
( Foto de Aidê Londe, minha vó, por quem tenho muita compaixão )



