domingo, 8 de junho de 2014

Lembranças de um tempo feliz

"- Hoje tem 15 dias que fomos na roça." - Lembrou meu avô no carro enquanto o levara a uma festa essa tarde.
 Ha exatos 15 dias, eu e meu irmão o levamos a fazenda onde ele viveu a maior parte da sua história.
Deu pra ver em seus olhos que foi um dos melhores presentes que podíamos lhe dar em vida.
 Todas as lembranças que vieram a toda durante o trajeto me fez repensar em tudo que somos, ou melhor, o pouco que somos.
 Enquanto passávamos por um caminho coberto pela vegetação ele relembrou:
"- Foi aqui que sua mãe deitou no meio da estrada." - Referindo-se ao episódio da mocidade da minha mãe em que minha Avó negando-se a levá-la a cidade, segue na carroceria de um caminhão, e minha mãe temendo ser deixada pra trás, corta caminho pelo pasto e se deita aos gritos na estrada, obstruindo a passagem, dizendo que só seguiriam se passassem por cima dela.
 Ele também relembrou de uma tia minha, por parte do meu pai, morta por uma cascavel em um bambuzal.
 Visitou com fé, a antiga capela da fazenda, hoje restaurada.
 Lamentou pelo pasto ter sido substituído pela cana de açúcar.

 Nada era mais como antes, mas ele estava lá, relembrando de como tinha sido.









sábado, 31 de maio de 2014

Despedida no trabalho

Maio
já está no final
O que somos nós afinal
se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
longe demais


Ultimo dia de Maio, ultimo dia dela.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Amigo Velho

Ontem, assistindo a um programa de tv tarde da noite numa emissora desconhecida, eu ouvi uma canção de uma banda de forró que não me saiu da cabeça.
A letra me soou um tanto triste, pois citava um velho amigo, lhe desejava sorte, e dizia que estaria com ele até a morte.
Me lembrou um amigo antigo, do tempo de colégio, e que recentemente eu perdi o contato.
Na canção, além de esperar reciprocidade, ele também lembra das histórias que viveram juntos.
A musica é Amigo Velho, do Falamansa
O amigo antigo é Lucas, de Igaçada..

domingo, 25 de maio de 2014

Afortunada

Soy tan afortunada de tener
una segunda piel para recorrer


terça-feira, 29 de abril de 2014

Coisas de infância

Alguém publicou no Facebook uma foto de uma criança num balanço de pneu.
A imagem  fez com que eu buscasse do fundo da memória uma época feliz da minha infância.
Uma época que meu pai era vivo, eramos uma família completa, eu, meu irmão, minha mãe e meu pai.
Morávamos na capital e viajávamos sempre que possível pro interior, onde se encontrava a maior parte da família.
Que época boa, que bons momentos eu vivi...
Mas o que me fez escrever sobre isso foram os balanços de borracha, pneus amarrados em cordas presas a uma figueira gigantesca, que nos lançavam as alturas.
Entre São Paulo e Pedregulho, bem no meio do caminho, na beira da estrada havia um local onde se vendia frutas.
Meus pais sempre paravam pra comprar na maioria das vezes Abacaxi, enquanto isso podíamos usar o balanço.
Eu não sei exatamente dizer se foi a melhor época da minha vida, mas com certeza está na lista das melhores coisas pra se lembrar da infância.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O assassinato que abalou Três Passos

O juiz da Vara da Infância e da Juventude do Fórum de Três Passos, Fernando Vieira dos Santos, 34 anos, chorou na tarde desta terça-feira. Há alguns meses, passou pelas mãos dele um processo movido pelo Ministério Público do município, em que o menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, fez uma reclamação contra a falta de afeto do pai, o médico Leandro Boldrini, 38 anos. O garoto pediu ajuda ao Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, órgão ligado à prefeitura, e a queixa transformou-se em um processo que intimou as partes: 

— Nesse caso, como não houve violência, por tratar-se de questão afetiva, nós apostamos na preservação dos laços familiares. Chamamos o pai e suspendemos o processo por 60 dias, esperando que houvesse reconciliação. Infelizmente, aconteceu o pior — lamenta o magistrado. 

O Pai e a madrasta foram presos após o corpo do garoto ser encontrado dentro de um saco plástico, enterrado em uma propriedade rural no interior de Frederico Westphalen.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Luto

É com profunda tristeza e lágimas nos olhos que escrevo essas palavras.
Ela se foi, e isso dói mais que qualquer outra coisa no momento.
A luta contra o câncer durou quatorze anos, e mesmo assim ainda é difícil de acreditar que ela não está mais aqui.


Em memória de Terezinha Galvão de Barros, tia e madrinha amada.

metrópole

metrópole
Estava chovendo lá fora

Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento