sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A revoada das aves


 Não havia nada mais lindo
 Prestativo como sempre, parou.
 Sentou-se no banco da praça e chorou
 Ah, um pranto um tanto triste.
 Pobre homem!
 Ouvia-se apenas o barulho das crianças brincando, isso realmente o chamara a atenção desde jovem.
 De nada adiantaram as lágrimas
 Não teve filhos,
nem esposa
 Ela nunca voltou pra assistir a revoada das aves no verão
 Ele fez isso sozinho na maioria das vezes.
 A luz fraca do sol transpôs a folhagem espessa
 Os raios solares atingiram sua retina desprotegida,
dando-lhe a sensação de vitalidade e conformismo
 Livre ao olhar a sua volta, abriu um sorriso espontâneo e verdadeiro.
 As aves migravam novamente para o seu deleite, e tudo estava como era antes.
 Mas o brilho no olhar cessou de tal forma que se apagaram as lembranças
 Pálido, mirou um ponto fixo no horizonte onde a avistou linda e desatenta,
e la ficou de olho pro resto dos seus dias.

3 comentários:

  1. Eu ia perguntar o motivo que ele não tenta isto num futuro próximo, mas pelo jeito, ele vai fazer a tua familia...

    Fique com Deus, menina Rafael.
    Um abraço.

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  2. Poxa, que triste tal homem...
    Sem família e sem amigos?

    Por qual razão ele não pode mais tentar? Já teria ele desistido de tudo.

    Bonito texto, triste, mas bonito.

    Boa semana pra você.
    Abraço!
    =]

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  3. Rafael, seus posts estão cheios de dor, de angústia.Eu espero que sua vida não seja assim.
    Que sinas tristes!!!

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